Ipanema é um bairro nobre da cidade brasileira do Rio de Janeiro, fundado, em 1894, por José Antônio Moreira, conde de Ipanema. Faz divisa com os bairros de Copacabana, Leblon e Lagoa.

História de Ipanema

O nome faz referência a uma região do atual município de Iperó, no estado brasileiro de São Paulo, onde José Antônio Moreira Filho (1830-1899), feito segundo Barão de Ipanema em 1847 (e conde em 1868), tinha uma metalúrgica. Essa metalúrgica, chamada Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, se localizava aos pés do Morro de Ipanema e havia sido fundada por seu pai, o primeiro Barão de Ipanema. José Antônio Moreira Filho investiu seu capital na região atualmente ocupada pelo bairro de Ipanema, fundando a Villa Ipanema. Com esse nome, homenageava o seu local de nascimento, a vila de São João de Ipanema, hoje pertencente ao município de Iperó.[5]

O desenvolvimento da Villa de Ipanema se intensifica a partir do início do século XX, quando a cidade do Rio de Janeiro ruma da região Central para o Sul a partir dos bairros do Flamengo, Botafogo e posteriormente Copacabana, Ipanema e Leblon. Os terrenos de praia passam a cair no gosto da população e as linhas de bonde inauguradas em 1902 facilitam a urbanização da Villa de Ipanema, ainda um areal despovoado. O chafariz das Sacaduras do velho convento da Ajuda, demolido para dar lugar ao Teatro Municipal, foi transferido para a Praça Ferreira Viana, hoje General Osório. Em 1918, foram erguidos na então Rua 20 de Novembro, hoje Visconde de Pirajá, o Colégio dos Franciscanos e a Igreja Nossa Senhora da Paz. A primeira missa na Igreja foi celebrada contudo, somente em 12 de maio de 1921. O projeto paisagístico das calçadas de Ipanema é do arquiteto e paisagista Renato Primavera Marinho, em comemoração do quarto centenário da cidade.

Praia de Ipanema

Os visitantes da praia de Ipanema devem ter cuidado na hora de mergulhar, pois há correntezas fortes. O Arpoador, uma das pontas de Ipanema, é um paraíso do surfe. O Posto Nove é considerado um dos melhores pontos da praia carioca, frequentado por celebridades e pelos jovens. Um hábito bastante comum é aplaudir o pôr do sol, um costume lançado no verão de 1968/1969, quando o jornalista Carlos Leonam, extasiado pela beleza, começou a aplaudir, sendo logo em seguida acompanhado pela roda de amigos, que contava com a presença de Gláuber Rocha, João Saldanha, Jô Soares, entre outros. Esse costume de aplaudir o pôr-do-sol foi consagrado pelo publicitário Roberto Duailibi, numa propaganda para televisão de protetor solar.